A Teoria Crítica foi um dos principais movimentos intelectuais do início do século 20. Este movimento teve sua nascente como corrente filosófica a partir de um instituto de pesquisa independente da universidade de Frankfurt. A Escola de Frankfurt, denominada assim após a sua repercussão no universo acadêmico, teve como objetivo a investigação científica e filosófica acerca das questões do mundo contemporâneo do início do século. Sob a direção de Horkheimer, Polock e Adorno e com a participação de um pequeno grupo de outros pensadores, a tarefa principal era empreender livremente as críticas sociais em múltiplos domínios do conhecimento, como a filosofia, a sociologia, a política, a psicologia, história, economia entre tantos outros.

Pensadores como Marcuse, Bejamin, Bloch e, ainda hoje, Habermas tiveram a sua trajetória acadêmica e intelectual confundidas com o movimento da Teoria Crítica proposta por Horkheimer, principalmente, após a 1a Guerra Mundial, em que os objetivos da Escola de Frankfurt acabaram por destacar a renovação do pensamento alemão.

Crítica do positivismo e da razão instrumental, a Teoria Crítica buscou separar a ciência da natureza daquela que envolvem a ciência da razão, tendo como instrumento de reflexão a dialética e as teses de Marx .

O núcleo do pensamento da Teoria Crítica considerou a crítica à razão instrumental e identitária o problema fundamental à contemporaneidade. A razão do sujeito contemporâneo, com efeito, quando submetida às forças ideológicas torna-se, sem ter consciência disso, cúmplice da dominação e, portanto, instrumento da alienação do sujeito no interior da sociedade e da sua existência. A Teoria Crítica primou, ainda, por conduzir uma reflexão sobre um sistema conhecimento e as formas sociais efetivas, em que este mesmo sistema de conhecimento se fundamenta. Assim, por exemplo, estudos sobre a linguagem e as percepções de como a razão humana se torna no interior da sociedade instrumento de dominação, bem como, as formas de construção da razão, no contexto de um pensamento científico e universal, e os modos como esta construção exerce um contexto ideológico e de alienação, serão alguns dos pontos mais importantes desenvolvidos pelas reflexões da Teoria Crítica. Tais reflexões acabaram, também, por salientar uma visão necessariamente emancipadora da razão humana, que ainda hoje é considerada a principal contribuição dos estudos da Teoria Crítica.

Theodor Adorno e Horkheimer, talvez, tenham sido os seus maiores representantes intelectuais. Entre os vários artigos, livros, seminários as obras A Dialética do Esclarecimento (Adorno&Horkheimer) e A Indústria Cultural (Adorno) são as obras que, talvez, melhor representam o pensamento crítica dessa corrente filosófica.