Quem foi Platão? Como aluno do filósofo Sócrates, Platão será o grande pensador do período Antigo da Filosofia, ao lado do seu aluno Aristóteles. Platão foi quem mais registrou os pensamentos socráticos, são 37 obras que resistiram ao tempo e chegaram até nós. Sua filosofia não se resumiu a uma mera reprodução do pensamento do seu mestre, ao contrário, Platão elaborou uma Teoria do Conhecimento que até hoje repercute em nosso modo de compreender e interpretar a realidade. Além de produzir reflexões no campo da moral, da política e da estética.

Vida

De uma família ilustre de Atenas, Platão viveu o declínio político da democracia ateniense, que leva à morte Sócrates ao julgar e condená-lo por um juri popular. Após a morte de Sócrates, exila-se em Mégara com outros companheiros adeptos à filosofia socrática. Ao regressar a Atenas, inicia os primeiros escritos em forma de diálogos em que o mestre Sócrates seria o protagonista.

Sabe-se que Platão percorreu vários lugares, entre eles o Egito, Sicília, Eleia, tendo contato com as filosofias matemáticas, as teorias dos eleatas e os círculos de conhecimento pitagórico.Aos quarenta anos, funda a Academia nos jardim Academo onde ensina até a sua morte. Aqui ele se propusera formar os jovens atenienses para o exercício da política e para a vida ao conhecimento.

A Teoria do Conhecimento Platônica

A Teoria das Ideais pôs em discussão os modos do conhecimento humano e quais as fontes que devemos considerar em nós mesmos para conhecer. Segundo ele, os sentidos não trazem conhecimento e circunscrevem apenas uma opinião ao redor de um conhecimento Verdadeiro. A Luz da Razão é quem acessa os objetos verdadeiros e alcança as essências das coisas.

Platão é autor da metáfora do saber mais conhecida na filosofia ocidental, que ficou conhecida como o Mito da Caverna, que consta em sua obra A República, Livro 7. Nele, o filósofo grego, narra o diálogo entre Sócrates e o sofista Glauco, acerca da perspectiva de três prisioneiros acorrentados no interior da caverna e obrigados a verem somente sombras (imagens). Por detrás deles, uma fogueira reflete os objetos verdadeiros que transitam diante da fogueira, formando, assim, as sombras vistas na caverna que são projetadas em suas paredes.

Ebook – 6 Passos para Compreender a Alegoria da Caverna de Platão

Neste livro, você aprenderá quais os significados das Sombras da Caverna, dos Prisioneiros, da luz e do retorno do prisioneiro à Caverna. Você entenderá também por que o pensamento platônico é ponto fundamental para a reflexão do ser humano diante da própria realidade e quais são os aspectos necessários que Platão compreendeu para a construção do nosso pensamento crítico.

Este book torna-se essencial para uma leitura profunda e analítica da Alegoria da Caverna para aqueles que querem se aprofunda no pensamento filosófico.

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Um dia um desses prisioneiros escapa de suas correntes e segue em direção à saída da caverna. Assim, começa a sua escalada em busca do conhecimento, da Verdade. À medida que se aproxima da Luz da saída da caverna, o prisioneiro se sente repelido a voltar devido ao sofrimento causado pelo excesso de luz, porém, impulsionado pelo seu desejo de saber, segue adiante e lá fora encontra o que são os objetos verdadeiros, suas formas, suas essências.

Maravilhado com a perspectiva de um novo mundo, até então desconhecido, o prisioneiro se sente obrigado a mostrar tal mundo àqueles que permaneceram no interior da caverna e, por isso, retorna ao interior da caverna Porém, incrédulos acerca do seu discurso, os prisioneiros o oprimem chamando-o de “louco” e o matam.

A Luz da Razão

A alegoria de Platão pode ser interpretada como uma metáfora acerca do conhecimento. Para Platão, o conhecimento verdadeiro ocorre à Luz da Razão. Somos prisioneiros dos nossos sentidos, que projetam apenas sombras (aparência) em nossas mentes. Por isso, necessitamos nos libertar das nossas opiniões e escalar o conhecimento das ideias (os objetos fora da caverna). Porém, tal tarefa não é fácil, requer esforço e superação, pois a Luz da Razão nos confundem e nos cegam à medida que conhecemos. Contudo, se certos da nossa decisão de conhecer, podemos encontrar na razão, o verdadeiro conhecimento das coisas (as ideias verdadeiras), as essências, e desfrutar de toda a sabedoria de uma mente que conhece o que são as Verdades. Desse modo, é a Razão, como a nossa Luz, que promove o verdadeiro Saber das coisas.

Platão, com efeito, deixou um legado de reflexões sobre o saber, porém, não se limitou a este objeto de estudo. Ele será autor de uma Teoria Política que influenciará o período medieval e o pensamento cristão acerca do conhecimento de Deus e da moral que guia a humanidade á salvação divina, como veremos mais adiante.

O amor à sabedoria

Para Platão, a razão, devido a sua natureza, deseja a ideia. Assim, ela sente aquilo que o corpo, que retém as imagens do mundo para a razão, mesmo que distorcidas, e ama aquilo que produz em si mesmo como fundamento para o seu próprio saber. O amor ao conhecimento é, portanto, o fundamento da razão e o exercício natural de si mesmo. Pensar é pois o exercício próprio da natureza humana e aquilo que faz todo ser humano ser o que é.

A moral e política Platônica

O mal, na visão platônica, não pode ser objeto de desejo da razão em si mesma, entendida por Platão como alma, pois, não pode estar submetida a ele senão por uma falha de pensamento ou por falta de conhecimento. Desse modo, a moral platônica fundamenta seus princípios para submeter os desejos humanos ao ditames da razão, em que o corpo é entendido como a prisão da razão. Por isso, a razão deve desenvolver em si mesma aquilo que tem naturalmente. Neste contexto, moral e política se fundem para formar os objetivos de uma polis ideal, em que a justiça fundamenta a ação e objetivo para se alcançar uma polis justa.

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