Karl Popper

Karl Popper será um dos pensadores mais influentes sobre o pensamento científico ao longo do século XX. Participante do Círculo de Viena, Popper encara o problema das questões epistemológicas e metodológicas da ciência de modo inovador e acaba propondo um novo método para que o conhecimento científico possa ser orientado em suas investigações.

Vida

Nascido em Viena, Popper, fez seu campo de estudo nas áreas da matemática, da física e da filosofia. Tornou-se doutor em Filosofia em 1928. Forçado pelo nazismo, abandona a Aústria e refugia-se na Nova Zelândia e passa a ensinar filosofia, onde permanece até o final da guerra em 1945. Retorna a Europa para exercer a cátedra de lógica da London School of Economics. Morreu em 1994.

O critério de falseabilidade

As preocupações de Popper, diante dos problemas sobre as validade dos conhecimento científico, não repousam nas questões nem no modo como as teorias científicas ou os fatos são demonstrados. Para ele, o importante não é saber o quanto uma teoria pode ser verdadeira ou quais as condições que ela apresenta para se conduzir a verdade, mas antes de mais nada é necessário saber onde está ou se situa a demarcação daquilo é que é ciência e daquilo que não é ciência, ou seja, o limite de demarcação entre ciência e não-ciência. A visão de Popper teve, portanto, o objetivo de de afastar todo e qualquer critério científico que não permitisse assegurar a validade de um conhecimento. Daqui, pois, emergiu a falseabilidade, em que Popper entendeu que uma teoria deveria estar submetida a critérios severos, sejam eles experimentais, sejam teóricos; porém, que fossem capaz de refutar as bases da validade explicativa que ela procura justificar, gerando, desse modo, a busca por uma incompatibilidades nos enunciados que se propõe defender.

A perspectiva de Popper alterou o modo como o método científico deveria ser proposto, tendo em vista que há uma alteração na lógica dos princípios que demonstram a validade de uma teoria científica. Assim, o critério de falseabilidade dá novo alento à ciência, forçando a sua inventividade e audácia nas elaborações de hipóteses que superem os critérios de falseabilidade, instituindo, assim, um jogo entre as tentativas de acerto e erros na composição do método científico. A ciência, portanto, se abriu, a partir de Popper, às perspectivas do improvável, exatamente por ter nele a fonte de todo o desconhecido, pois, há nesse movimento a garantia de que a sua validade não esteja na possibilidade de ser verdadeiro, mas na garantia de ser falso. Por isso, o rigor dos testes e das análises tornam-se neste contexto instrumentos fundamentais para o avanço da ciência.