Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche (1844-1900) deixou um legado filosófico jamais visto em toda a história da Filosofia. Sua obra foi, seu dúvida, a mais provocadora e intempestiva sobre os problemas que nortearam a Filosofia desde a sua origem.

Vida

Nietzsche nasceu próximo a Leipzg, Alemanha. Filho de protestantes, Nietzsche concluiu os estudos universitários ainda jovem sempre fora visto como um aluno brilhante. Após o termino do curso de Filosofia, foi convidado, mesmo sem ter defendido uma tese, a ser professor universitário da Universidade de Basileia, onde permanece por dez anos. Influenciado por Schopenhauer e Wagner, lança em 1878 a obra Humano, demasiado humano, ao mesmo tempo em que tomou conhecimento das debilidades de sua saúde. Devido a sua doença, Nietzsche divide seu tempo entre viagens para a Itália e Suíça procurando não somente se beneficiar dos climas destes lugares, mas também dedicando-se aos estudos da Filosofia e a sua produção literária. Ao final da sua doença, perdeu totalmente a consciência e acabou sendo internado em um hospital da Basileia pela irmã e mãe, onde morre em agosto de 1990.

Martelo de Nietzsche

Conhecido como o Martelo de Nietzsche, as críticas do filósofo alemão pairaram sobre os valores que a humanidade constitui acerca da religião, da filosofia, da ciência e da razão humana, entre outros. Influenciado por Schupenhauer, Nietzsche se constituiu, ao nosso ver, no maior filósofo niilista da humanidade.

Preocupado com a decadência humana, Nietzsche abordou a moral dos tempos modernos de modo incisivo, revelando as crises pelas quais a humanidade passou, está passando e passará com a perda dos instintos vitais que a fez chegar até aonde chegou. Para ele, ao longo dos tempos, os valores que deveriam ser essenciais ao ser humano foram sendo subvertidos e transformados, principalmente pelo cristianismo, em valores que se revelaram no mundo contemporâneo como poder, dominação, sofrimento, todos em detrimento do valor maior: a vida humana.

Assim, para Nietzsche, o mundo contemporâneo estaria perdendo o sentido, remetendo a vida humana e, portanto, a humanidade, à ausência de objetivos em si mesma. Neste sentido, a vida e a humanidade se revelariam para o filósofo alemão em absurdos e em vazios, colocando o ser humano diante de si mesmo em um processo decadência e desconstrução de si mesmo.

A vida e a arte

Para Nietzsche, a vida humana tem um valor fundamental, sendo o único critério que deve ser valorizado pelo ser humano. O filósofo compreendeu que tudo que põe em movimento ou intensifica a vontade humana de viver deve ser considerado como “verdade” e tudo aquilo que põe a vida em perigo deve ser considerado mentira. A verdade, neste sentido, assume uma perspectiva vital ao homem. Assim, é, sob esta perspectiva existencial, que Nietzsche parte para a crítica na sua obra, buscando os valores que impedem ou que recriam ilusões, não permitindo que a humanidade encontre o real valor da vida. A arte, nesta busca, acabou se tornando um aspecto fundamento do valor da vida humana para o filósofo niilista, pois, ela, a seu ver, supera infinitamente a verdade, estando longe de ser uma ilusão e, ao contrário, revelando ao ser humano aquilo que ele é.