Circulo de Viena

O Circulo de Viena foi assim designado o grupo de pensadores que teria como princípios conduzir os aspectos lógicos da investigação científica. Conhecidos também como positivistas lógicos, este grupo procurou afastar os aspectos que permitiriam a especulação metafísica nas bases do conhecimento científico. Seu momento mais importante ocorreu a partir de 1922, quando o grupo reuniu-se em torno das ideias de Schlik, Kahn, e Naurah, e em 1926 quando Carnap junta-se a eles.

O objetivo do Círculo de Viena era trazer à Filosofia os aspectos da ciência que permitissem tirá-la dos enunciados falaciosos e especulativos e pudessem circunscrevê-la dentro do contexto dos enunciados científico, num sistema de enunciados tão rigorosos e lógicos quanto os enunciados teóricos matemáticas, em particular, os da física. Assim, o método proposto pelo Círculo de Viena repousou em promover aspectos aos enunciados teóricos que pudessem ser submetidos a um critério evidente e científico ao mesmo tempo. Instrumentos como a lógica simbólica e verificação de dados sensíveis seriam, portanto, aspectos adotados e que se tornariam cruciais, ao ver do Círculo de Viena, para o desenvolvimento de uma teoria científica, Disso emerge o que foi denominado de critério de verificabilidade, que afirma que não havendo no teor de um enunciado qualquer meio que permita a verificação das suas condições de verdade, tal enunciado não poderia, portanto, ter valor para a ciência.

Esta proposta acabou por detonar uma crise na filosofia, tendo em vista que enunciados metafísicos estariam fora de qualquer possibilidade de verificação empírica, relegando-lhes a um mero sentido de especulações racionais que não se referem, propriamente dito, à ciência.