A banalidade do Mal de Roberto Alvim

Os recentes acontecimento ocorridos no governo federal acerca do desconcertante pronunciamento em vídeo do Secretário Roberto Alvim, do alto escalão do governo na área cultural, contendo um plágio (pra não dizer descarada cópia) do importante membro da liderança nazista Joseph Goebbels, espantou a todos, inclusive a mim. Independente das questões que envolvem o governo que exerce o poder e a nossa simpatia por ele ou não, a reflexão que este episódio revela não poder se deixada para trás.

É impossível se deparar com um episódio deste, sem se reportar às consequências que o pensamento guiado pelos valores nazistas ocasionou à humanidade. Não se trata de comparar um ou outro pensamento, ou um e outro governo, que possam ser considerados quando refletidos isoladamente. Trata-se de compreender, principalmente neste caso, o todo dessa estrutura de pensamento e como este todo refletiu num contexto totalmente contrário daquilo que, como humanos, buscamos: que é o nosso desenvolvimento a partir da nossa própria consciência como tal.

Por isso, neste contexto, é impossível se deparar com tal quadro da realidade sem se indignar e sem levar em conta os pensamentos de Hannah Arendt em seus estudos acerca da Banalidade do Mal no contexto nazista.

Quando Arendt analisa o processo do julgamento do nazista do Terceiro Reich Otto Adolf Eichmann, julgado em Jerusalém como um dos organizadores do Holocausto, em sua obra Eichmann em Jerusálem, um relato sobre a banalidade do mal, um pensamento me chamou muito a atenção sobre as questões que envolviam as ações daqueles que estavam submetidos aos mandos do poder nazistas, que, segundo alguns argumentos dos soldados nazistas, estavam apenas seguindo as ordens do poder hierárquico do Terceiro Heich, diz ela: “O problema de Eichmann era exatamente que muitos eram como ele, e muitos não eram nem pervertidos, nem sádicos, mas eram ainda mais terrível e assustadoramente normais” (Este trecho encontra-se na página 299, da edição da Editora Schwarzc). O ponto de reflexão de Arendt é tentar entender como um cidadão comum, com valores morais convenientes ao convívio em sociedade, certo de que os seus princípios podem produzir o Bem para o contexto da sociedade em que vive, permite, no contexto dessa normalidade humana, se alinhar a ações tão vis e tão deploráveis a existência humana, como aquelas factualmente ocorridas nas ações nazistas. Como um sujeito, que se diz dotado de empatia, de crença divina, de princípio de humanidade, pode se alinhar ao contexto de barbárie e extermínio executado pelo poder nazista?

A primeira resposta possível, e talvez a mais óbvia, que Hannah no faz pensar seria aquela que o medo de cessar a própria existência motivou tais ações; a segunda resposta, não tão evidente assim, é aquela que nos remete ao campo da Filosofia, entendendo que o conceito de ação racional sobre o Bem e o Mal foi dimensionado em outra esfera de compreensão diferente daquela que procuramos a todo instante pensar, repensar e desenvolver e que faz supor que Eichmann “perdeu” a noção de Bem e Mal.

E aqui está a questão que remete a considerar o que é esta “perda” de consciência do Mal. A resposta de Hannah é simples, que de tão simples torna-se assustadora: a banalidade do Mal.

Ora, o termo banalidade aqui recebe um significado fundamental para a compreensão da realidade a que Hannah se refere. Isto porque na origem francesa do termo está a banalidade (banalité) que era aquilo que se exigia como taxa para que os servos dos feudos pudessem usar os animais e ferramentas para as suas atividades diárias. E por isso adquiriu o sentido de comum, de trivial ou aquilo sem importância e sem significância.

Assim, a banalidade do mal é aquilo que se desenvolve entre os comuns que, por não terem consciência de si mesmo ou qualquer senso crítico em si mesmo, agem no Mal, por transferência de consciência de outro, como sendo algo corriqueiro. A Banalidade do Mal implica seres humanos não sendo, portanto, mais donos de si mesmos, que executam ações sem saber o quanto elas ferem a si mesmo como seres humanos e principalmente ao outro.

Neste sentido, o Mal é compreendido como algo tão corriqueiro e sensato que eliminar uma vida humana se assemelha a matar uma barata que contamina os ambientes por onde circula (e neste sentido dou graças a Deus por haver pessoas que não conseguem nem matar uma barata).

Ao nazismo, a morte humana foi um ato banal. Lamento informar aos que desconhecem a história, que o corriqueiro e sensato aos nazistas foi, com efeito, eliminar milhões de seres humano por motivos étnicos, num nível de maldada poucas vezes vistas na história da humanidade. Não que haja qualquer motivo justificável para se eliminar o um ser humano. No entanto, considera-se que o motivo nazista pode ser um dos motivos mais torpe e desumano da consciência humana.

Por isso, o episódio do Secretário em questão tornou-se repugnante. Primeiro, porque o contexto do discurso foi cultural, ou seja, aquilo que dá identidade e propícia a concepção do que os seres humanos pensam acerca das suas representações e simbologias, neste caso nós brasileiros. E este senhor estava habilitado a conduzir tal pasta. Segundo, pois, o discurso foi um plágio descarado do pensamento de um ser nazista.

Motivos óbvios para a sua demissão do cargo.

Mas o problema não para ai. A resposta do Secretário sobre as causas do seu discurso foi ainda mais assustadora, disse ele ao justificar o texto: “foi mera coincidência”.

Esta justificativa se torna problemática para nós por dois motivos: primeiro, vamos tomar como se o Secretário estivesse mentindo sobre a coincidência do texto e que, de fato, houve a intenção; segundo, vamos tomar a justificativa como verdadeira.

Por um lado, se não foi coincidência e ele está mentindo, este senhor deve ser processado, e deve responder na justiça a sua apologia ao pensamento nazista. Principalmente, por crer que tal pensamento possa servir para algum contexto de desenvolvimento humano e social brasileiro. Do mesmo modo, devem ser responsabilizados todos os que, provadamente, participaram da elaboração direta desse discurso. Mas aqui vem o problema, se foi intencional foi com ordem de quem? As diretrizes do seu discurso são diretrizes dadas, fazem parte de um projeto, projeto de quem?E se foi intencional somente pela parte do Secretário apologista nazista quem aprovou? E se aprovou concorda com as ideias oriundas do nazismo? E por que um simpatizante descarado do nazismo estava encarregado da pasta da Cultura, exatamente um dos instrumentos intelectuais mais poderosos utilizados pelos pensadores nazistas durante a década de 30? Ponto!

Por outro lado, se foi “coincidente”, assim entre aspas, realmente, o vídeo e o discurso tornam-se muito mais assustador. E aqui está o nosso ponto de reflexão, que parte da seguinte questão: se foi coincidência, qual é origem desse discurso? Pois, se há ideias nazistas contidas no discurso, elas são oriundas de onde? De um conjunto de outras ideias estruturalmente pensadas a partir da estrutura de poder da qual o Secretário é representante? Por que Roberto Alvim, um ser normal (espera-se) como tantos outros brasileiros, tal qual Arendt identificou Eichmann, acabou propagando ideias nazistas em um contexto brasileiro por mero acaso? Não estaria banalizando o mal a ponto de achar que estas ideias são normais?

Ainda, se foi coincidência: por que os agentes do governo tomaram o discurso nazista do Secretário com um sentido de discurso corriqueiro e banal a ponto de não filtrar a semelhança entre ele e o original nazista? Será que eles acharam que tal discurso era normal para o nosso momento político e social? Tão normal e tão banal a ponto de divulgar isto ao público, não o contestando como fez a sociedade civil? Estas e outras perguntas no remetem à questões muito mais semelhantes ao contexto de Eichmann. Será que Roberto Alvim não tinha consciência do que estava fazendo? Será que há um conjunto de ideias que partiu das estruturas governamentais que fez o Secretário pensar semelhantemente ao contexto do criminoso nazista?

Mas as questões não se encerram por aqui. Será que as ideias nazistas tomaram conta das nossas instituições a ponto de projetarmos os objetivos da nossa cultura semelhantemente ao pensamento nazista sem nos darmos conta disso, achando que essas ideias são banais e insignificantes para o nosso contexto político atual? E será que ao tomar o discurso do Secretário como uma idiotice não será ter em conta de que há uma Banalidade do Mal, como ocorreu com Eichmann? Ou ainda, será que os princípios que fundamentam a nossa consciência estão se acostumando com o Mal, a ponto de projetarmos que ser uma nação de brasileiro é ter ideários semelhantes aos nazistas?

A Banalidade do Mal, no contexto da pesquisa de Arendt, nos mostra a profunda relação entre o pensar para agir e o agir submetido a uma ideologia que nos bloqueiam a constituição da realidade. Eichmann, na concepção de Arendt, sabia que estava fazendo, mas fora impedido de pensar por si mesmo as atrocidades dos seus crimes. Embora, eu tenha, como convicção, algumas discordâncias de Arendt sobre esta questão, o fato é que a ideia má, se não tratada na raiz da sua concepção, pode impedir que se produzam valores de juízos melhores que ela em nós mesmos. O período medieval e as questões da inquisição nos permitem refletir sobre isso.

Porém, o que fica como reflexão para a questão do Secretário apologista do nazismo é que, no nosso contexto político e social do momento, não sejamos idiotas em tentar justificar qualquer aproximação do nosso ser humano com o “ser nazista” que no apologista nazista promoveu aquele discurso e o vídeo em questão. Pois, de fato, nesta aproximação, não há nada a ser revelado, senão compactuar com um tipo de crime, cuja maldade não pode ser banalizada nem classificada como um tipo qualquer de pensamento ou de idiotice. Pois, este tipo de pensamento e de maldade, caraterístico dessa corrente de pensamentos humanos, deve ser extirpados da mente de toda humanidade.

Pense nisso!

O que é a vida?

Às vezes, as pessoas me procuram para me perguntar sobre a vida. Algumas delas acham que eu, como filósofo, poderia ajudá-las a compreender os momentos que elas atravessam nos seus relacionamentos pessoais, e quando digo aqui relacionamento não me referindo apenas aos amorosos, digo relacionamentos pessoais gerais, como a amizade, o trabalho, a família etc. Mas, infelizmente, ou felizmente, não sei bem ao certo, pois, percebo que os colegas psicólogos hoje estão tendo um trabalho desgraçado para dar conta da demanda de tantos problemas psíquicos que surgem nas pessoas neste nosso dia a dia. O desiquilíbrio psicológico parece ser um desafio contemporâneo a ser superado pela psicologia.

Mas vamos ao nosso tema. A verdade é que infelizmente a filosofia não pode colaborar muito com as questões psicológicas, senão apenas fornecer alguns subsídios para a reflexão de como podemos conduzir o nosso pensamento em determinadas situações. Como quando alguém me pergunta sobre o que é a vida, Ora, o que é a vida como conceito talvez eu possa dar algumas respostas, mas como definir a sua vida como seria para cada um de nós, ai fica difícil.

Mas vamos a vida! Há três caminhos para a nossa reflexão sobre a vida como conceito: o primeiro, caminho é vê-la pela biologia, isto é, uma visão mais científica da coisa. Nesta visão, a vida é a junção de alguns fatores biológicos e genéticos que se conciliam para gerar um Ser biologicamente existente. Ser este que se desenvolve nas condições naturais e vem ao mundo. Ganha consciência e mais ou menos a partir dos 25 anos como a apodrecer. Sim! A vida biológica inicia seu processo de degeneração a partir dos 25 anos. E de lá pra cá a única coisa que resta para nos é morrer. Entramos e saímos do mundo como um ser orgânico que se desenvolve e que, em determinado momento, começa a apodrecer até o momento final e fatídico da morte. Neste caso, a vida é a morte. Somos biologicamente determinados a morrer. E não adianta você achar que os energéticos ou os suplementos lhe darão vida, ao contrário, eles apenas lidam com sobrevida ou com o tempo de vida. É claro que você pode querer viver 90 ou 100 anos, mas estes tempos, a mais ou a menos, não mudam o fato da sua verdade biológica: você vai morrer. Em um determinado momento vamos constatar que a vida é a ausência da morte e a morte é a ausência de vida. Nesta luta constante, dialética, entre vida e morte. A vida biologicamente é a surgimento de ser orgânico, que se desenvolve e, após um determinado período, morre.

O segundo caminho que nos leva a reflexão é pensar a vida do ponto de vista da religião. A vida aqui apenas seria uma etapa para uma outra vida. Há aqui um elemento comum em todas elas, pelo menos em quase todas, que nos dá a possibilidade de pensar que há sim uma vida após a vida. E aqui, nesta perspectiva religiosa, a vida lhe leva a vida. Há uma vida pós-vida, em que a morte nada mais que apenas uma passagem, uma fase, uma etapa a ser cumprida, morrer é apenas um lance de escada para alcançar um outro patamar maior.

Na comparação entre a morte na biologia, na ciência, e a morte na religião, vemos que enquanto na ciência: a morte é uma determinação final, apenas morre-se e ponto; na religião ela não é o final é uma passagem. Mas, anote aí, há sempre, um “mas” quando a coisa começa a ficar boa, ai é que vem a pergunta: uma passagem para onde? Para a salvação ou para a danação, conforme a religião. Para algumas, esta danação é o retorno a esta vida terrena; para outras o inferno. No entanto, não importa em qual religião, há uma passagem para uma vida que supomos ser melhor que esta.

Porém, o viver na religião tem lá as suas complicações.

A vida para a religião tem exigências e tais exigências passam por valores que devem ser seguidos para que possa ser alcançada a tal pós-vida prometida. Para melhor exemplificar a nossa compreensão, vamos fazer um paralelo da vida ao contrato de um seguro de vida. Isto é, há na religião, uma proposta de seguro de vida pós-vida, mas, para que você alcance o prêmio do seguro, isto é, pós-vida, você tem de ler os termos do contrato desse seguro. E notem, o prêmio do seguro, só ocorrerá após o sinistro, isto é, a morte. E ai é que entram as vistorias do sinistro. Para receber o prêmio, você precisa estar em dia com o contrato que você fechou com a seguradora, isto é, com Deus. Sim, você tem que ter em mãos o contrato do seguro que Deus ou deuses estabeleceram para que você tenha direito a esta vida pós-vida. E notem não há nenhum chat ou telefone 0800 para receber as orientações, no máximo há um representante humano que, tal qual você, apenas apoia a perspectiva de vida pós-vida na mesma carta de crédito que você tem: a fé. Isto significa dizer que na religião a vida e a pós-vida é um ato de fé que, em que você segue os termos do contrato assinando entre você e Deus. Aqui, a fé é um fundamento para explicar a vida e consagrá-la aos objetivos constituídos pela religião, no qual você, como crente, deve seguir. Se não o fizer, não faz o menor sentido você me dizer que crê em um deus.

Ainda neste exemplo, é como você fazer um seguro e dizer que tem seguro, mas não pagou as mensalidades. Lamento informar, neste termos você não tem nada. Você diz que tem o seguro, porém, na hora do sinistro, na vistoria do seu contrato, você não terá a sua garantia de vida pós-vida, ou seja, não receberá o seu prêmio, pois, você não cumpriu o contrato.

Por isso, a vida na religião deve ser entendida pelos princípios da fé que garantem os objetivos pessoais e explicam, de modo sobrenatural, o sentido da vida para aquele que nela crê. Mas cabe ressaltar, que este sentido da vida na religião foge ao entendimento de alguns humanos, exatamente por não ser algo que se acredita ser universal. A fé, aqui, é um dado extramente subjetivo, pois, está na consciência de cada um de nós de acreditar que esta vida é apenas uma passagem para uma outra.

Pois, retomando, vimos que a vida na ciência tem uma determinação que é a morte e vimos que a vida pela religião, há, não uma determinação, mas uma finalidade, a salvação.

Pois bem, nos falta analisar a vida como conceito da filosofia. A filosofia toma a vida por princípios muitos parecidos com os da ciência, em que o princípio maior é: a vida é finita. Há um ponto determinante na vida e este ponto é a morte. Somos finitos e, como tal, nascemos para morrer.

Ora, mas a questão que fica é: se vamos morrer, para quê então viver? Alguns filósofos pensaram a respeito dessa questão. Sócrates, na Grécia Antiga, foi um deles. A partir, dela, podemos tentar entender o que é a vida. Na obra Apologia de Sócrates temos um panorama muito preciso do que pensou Sócrates sobre a morte. Nesta obra, o filósofo grego traz um pensamento sobre a vida e nos diz, de modo assustador, que “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”.

Este pensamento socrático é assustador pois nos remete a pensar sobre o que é esta frase: “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”. Ora, quais são os objetivos de uma vida humana que recebe um valor que permite dizer: eu vivi uma vida bem vivida? O que está em jogo nesta reflexão? Ora, sabemos que a morte é o determinante da vida, como eu disse, vamos morrer; o que faz uma vida ser vivida então não é a sua finalidade, pois, o final é a morte, mas é o caminho que nos leva até ela: uma vida examinada. A frase não vale a pena ser vivida, não se refere a um Exame, a uma análise, que se não for feita não vale a pensa viver. Para Sócrates, cada passo dado neste caminho de vida tem que valer a pena, não somente como Sócrates, mas como humano, pois, de fato, examinar, analisar, compreender é, pois, o sentido de uma vida que faz uso da razão, ou seja, da sua capacidade de Ser Humano. E aqui está o ponto alto da Filosofia de Sócrates: o Ser Humano que pensa e age como humano “vive”. Um humano cuja condição existencial não se estabelece em um caminho sozinho, mas junto ao outro.

A vida é um caminho cujas escolhas são dadas por nós, na consciência que temos de nós mesmo e do mundo. E aqui entra a frase de Sócrates que eu gosto muito e que se bem entendida, coloca-nos no centro da nossa vida: “Conheça-te a ti mesmo”. Um conhecimento de mundo que exige que eu seja conhecimento de mim mesmo. E aí vem a pergunta que se exige nesta minha existência, que exige o exame da razão sobre mim mesmo: “quem eu sou?”; cuja resposta primeira somente pode ser uma: eu sou humano. Por isso, a vida a que Sócrates se refere é uma vida formada por pessoas e coisas, em que o cuidado desse caminho na vida até a fatídica morte é saber examinar quem são as coisas e quem são as pessoas.

De fato, somos humanos por que somos um legado de uma existência humana. Existência que não começou agora com a minha vida, mas com a vida humana lá traz na primitividade e que se estendeu até o diz de hoje. E aqui talvez seja o maior dos motivos para que as pessoas me procurem querendo saber “o que é a vida?”, pois, ao que parece estamos perdemos a nossa capacidade de compilar em nós mesmos quem somos. E se, de fato, estamos perdendo esta capacidade de nos entender, volto na visão da Filosofia de Sócrates para reafirmar a sua convicção: uma vida não examinada não vale a penas ser vivida.

Pense nisso!

Agora se você me perguntar o que é ser humano? Ai é tema para outra reflexão.