Ser Humano ou não-Ser; eis a questão

Se alguém lhe perguntar o que é o Ser Humano, o que você responderia? O ser humano é um animal racional? De fato, talvez essa fosse a sua primeira resposta. Mas será que essa resposta define o que é Ser Humano?

Pode-se afirmar com certeza que o Ser Humano é um animal racional, pois, entre tantos animais, há uma característica particular que o difere dos animais. Ele é um ser pensante. Ele possui uma razão. Capaz de abstrair formas da realidade e projetá-las em sua mente como ideias, para depois assimilar, associar, comparar, criar e diferenciá-las uma das outras, a fim de operar essas mesmas formas no intelecto ou na realidade. Mas isto define de fato o que ele é?

Para se compreender o que seja “Ser Humano” é necessário ir um pouco além daquela simples definição. Ao longo de toda a história da humanidade – desde a pré-história até os dias de hoje, um dos maiores desafios da própria humanidade é entender como se desenvolveu, como se processa e o que implica ao próprio existir humano essa capacidade de pensar.

Se por um lado, pode-se definir o Ser Humano como um animal racional; por outro, pode-se também defini-lo como um ser capaz de produzir signos para operar a sua existência e se projetar na realidade por meio deles.

O Ser Humano além de ser um ser racional, isto é, além de ser um “Ser” pensante capaz de operar idéias; é, simultaneamente, um “Ser” simbólico. A produção de signos o faz, também, capaz de produzir um conjunto de significações simbólicas. Isto significa dizer que o Ser Humano quando pensa também nomeia e dá significado à sua realidade e aos próprios pensamentos (img1).

Disso resulta que se pode conceituar vários humanos em um só: o Homo Sapiens, Homo Faber, Homo Economicus e Homo Ludens, por exemplo. Todos eles inclusos em um mesmo ser e derivados de uma mesma capacidade que, todavia, não se pode defini-la sem levar em conta a totalidade do que é o homem.

Dado a complexidade dos aspectos existenciais que o Ser Humano adquiriu ao longo da sua história, dizer que ele é apenas um ser racional e simbólico é reduzi-lo à apenas esses dois atributos. E na verdade pouco contribui à sua compreensão. Assim, cabe procurar entendê-lo também em outras perspectivas.

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